O Parque Nacional Abel Tasman ocupa a ponta norte da Ilha do Sul da Nova Zelândia, entre a Golden Bay e a Tasman Bay, na região de Nelson/Tasman. Com 237,1 km², é o menor dos parques nacionais neozelandeses, mas um dos mais visitados do país, reconhecido pelas praias de areia dourada, pelas falésias de granito esculpidas pelo mar e pelo trilho costeiro que percorre toda a sua orla.
O povo Māori viveu ao longo desta costa durante pelo menos 500 anos, recolhendo alimento do mar, dos estuários e da floresta, e cultivando kumara em locais abrigados; alguns assentamentos junto ao estuário de Awaroa eram permanentes. Foi perto de Wainui, na Golden Bay, que o navegador neerlandês Abel Tasman ancorou os seus dois navios a 18 de dezembro de 1642 — tornando-se o primeiro europeu a avistar a Nova Zelândia. Perdeu quatro tripulantes num confronto com o povo Ngāti Tumatakokiri, então residente na zona, e partiu pouco depois sem desembarcar. A colonização europeia permanente só começou por volta de 1855, com o corte de floresta, a construção naval, a extração de granito e a queima de encostas para criar pastagens; a prosperidade inicial esgotou-se depressa e giestas e fetos tomaram conta das colinas desmatadas. A preocupação com uma nova vaga de exploração madeireira ao longo da costa gerou uma campanha para transformar 15.000 hectares de terreno da coroa em parque nacional; uma petição sugeriu o nome de Abel Tasman, e o parque foi inaugurado em 1942, no tricentenário da sua chegada. A ornitóloga Perrine Moncrieff foi uma das principais impulsionadoras da criação do parque, tendo integrado o seu conselho entre 1943 e 1974; em 2016, uma campanha de financiamento coletivo permitiu ainda acrescentar mais terreno costeiro à área protegida.
O relevo é de colinas florestadas que descem até baías protegidas, com dunas, sapais de maré e pequenas ilhas ao largo da costa, como Tonga Island, Adele Island e Fisherman Island. O clima é ameno para os padrões neozelandeses: a temperatura média anual ronda os 13,1 °C, com máximas de verão perto dos 22,4 °C em janeiro e mínimas de inverno à volta dos 4,0 °C em julho. A floresta nativa inclui rātā, mataī, miro e hinau, e mais de 70 espécies de aves foram registadas no parque, entre petréis, pinguins e garças. Ao largo de Onetahuti e de Tonga Island fica a Reserva Marinha de Tonga Island, de águas transparentes onde é comum avistar focas-peludas-da-nova-zelândia (kekeno) a descansar nas rochas.
O Abel Tasman Coast Track, um dos nove "Great Walks" oficiais da Nova Zelândia, percorre 60 km entre Mārahau e Wainui/Tōtaranui, normalmente em 3 a 5 dias, com dificuldade classificada como intermédia. Ao longo do percurso existem 4 refúgios e 18 parques de campismo, todos com reserva obrigatória durante todo o ano; não são permitidos cães. O trilho inclui uma travessia de maré obrigatória no estuário de Awaroa, que só pode ser feita com segurança entre uma hora e meia antes e duas horas depois da baixa-mar — quem não quiser esperar pela maré pode contornar os estuários de Torrent Bay e de Bark Bay por caminhos alternativos praticáveis em qualquer maré. Entre os pontos altos contam-se a Cleopatra's Pool, uma piscina natural em rocha, e a ponte suspensa de 47 metros sobre o rio Falls River. A maioria dos visitantes não caminha o trilho completo: táxis marítimos e caiaques a partir de Mārahau e Kaiteriteri permitem chegar diretamente a baías individuais para passar apenas um dia no parque.
A CoveTrip cobre atualmente duas praias dentro do parque. A Anchorage Beach é a baía mais visitada do parque, com areia dourada e água calma, acessível apenas por táxi aquático, caiaque ou pelo próprio trilho costeiro. Mais a norte, a Awaroa Beach é um arco de 800 metros de areia junto a um sapal de maré, comprado para o público neozelandês por quase 40 mil pessoas através de uma campanha de financiamento coletivo em 2016. Para quem procura alojamento dentro do próprio parque, o Awaroa Lodge fica junto à baía de Awaroa, uma das poucas opções de alojamento com conforto de resort a esta distância da estrada mais próxima.
Sim — os 4 refúgios e os 18 parques de campismo ao longo do trilho têm de ser reservados com antecedência durante todo o ano; quem chegar sem reserva válida pode ser multado ou convidado a sair do parque.
Sim. Táxis marítimos e caiaques a partir de Mārahau ou Kaiteriteri levam os visitantes diretamente a baías como Anchorage ou Awaroa, permitindo passar apenas algumas horas ou um dia no parque.
Não, os cães não são permitidos no parque (aplicam-se regras diferentes a outros animais em terrenos de conservação).
Apenas entre uma hora e meia antes e duas horas depois da baixa-mar — fora desse período a travessia não é segura.