No topo do promontório do Sítio, sobre as falésias que dominam a Praia do Norte, ergue-se o Farol da Nazaré, instalado dentro do Forte de São Miguel Arcanjo. O Sítio é o bairro mais antigo da Nazaré, erguido no alto da falésia como refúgio contra os ataques de piratas vikings e, mais tarde, franceses, ingleses e holandeses — e ainda hoje se sobe até lá pelo funicular que liga a vila baixa (Praia) ao planalto. Mais do que um simples farol, o conjunto é hoje um dos pontos de interesse mais visitados da Costa de Prata: um forte quinhentista, um museu com um submarino da Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, a varanda natural de onde se assistiu a vários recordes mundiais das ondas gigantes que tornaram a Nazaré célebre em todo o mundo.
O Forte de São Miguel Arcanjo remonta a 1577, mandado erguer no reinado de D. Sebastião para defender a atividade piscatória, a construção naval e o comércio de madeira da Nazaré dos ataques de piratas. Em 1595 já dispunha de quatro peças de artilharia, número que subiu para seis entre 1639 e 1641. A traça que hoje se reconhece — um plano irregular, moldado ao contorno do promontório rochoso, cercado pelo mar a norte, oeste e sul — ganhou forma em 1644, no reinado de D. João IV, quando foi colocada na fachada uma imagem de calcário de São Miguel Arcanjo com a inscrição "EL REY DOM JUAN — 1644". O forte já foi palco de história: entre 1807 e 1808, durante as Invasões Napoleónicas, chegou a ser ocupado por cerca de 50 soldados franceses, que acabariam por se render depois de serem convencidos por estudantes locais; já durante as Guerras Liberais, em 1833-1834, foi cenário de escaramuças e a imagem de São Miguel chegou a ser danificada, sendo depois restaurada.
O farol propriamente dito só foi instalado séculos depois, entrando em funcionamento a 1 de dezembro de 1903. É uma lanterna redonda, de ferro, pintada de vermelho vivo, montada diretamente na parede do forte, a cerca de 50 metros de altura acima do nível do mar. Emite uma luz branca de ocultações, com um ciclo de três segundos (dois segundos acesa, um apagada), visível a 14 milhas náuticas — cerca de 26 km — características registadas sob o número nacional 032 e o número internacional D-2074. Foi automatizado em 1986 e está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.
Cedido pelo Estado português à Câmara Municipal da Nazaré, o forte funciona desde 2015 sob gestão municipal e alberga, desde 2014, um museu que conta duas histórias em simultâneo: a do submarino alemão U-963, afundado em maio de 1945, e a do Cânion da Nazaré — o maior canhão submarino da Europa, com cerca de 230 km de extensão e profundidades que chegam aos 5.000 metros, cuja cabeceira está a menos de 1 km da costa. É esta geologia que canaliza a energia da ondulação atlântica e faz nascer as ondas gigantes da Praia do Norte, mesmo por baixo do farol. O museu exibe ainda a "Parede dos Surfistas", com pranchas usadas em ondas históricas, e mostra exposições de arte contemporânea rotativas. Foi também deste miradouro no topo da falésia que se assistiu aos recordes mundiais de maior onda surfada: os cerca de 24 m de Garrett McNamara em novembro de 2011, os 24,38 m de Rodrigo Koxa em 2017 (homologados pelo Guinness em 2018), os 26,2 m de Sebastian Steudtner em 2020 — recorde atual — e os 22,4 m de Maya Gabeira, também em 2020, recorde feminino certificado pela World Surf League. O número de visitantes ao forte-farol cresceu de cerca de 80.000 em 2015 para 174.000 em 2017, à medida que a fama das ondas da Nazaré se espalhava internacionalmente.
No verão, entre 1 de julho e 17 de setembro, o forte-farol está aberto das 10h00 às 20h00, com última entrada às 19h30; o bilhete custa cerca de 1 euro, com entrada gratuita para crianças até aos 10 anos. Quem quiser sentir o oceano em vez de apenas o observar pode reservar uma aula de surf na Praia do Norte — bem mais tranquila do que as ondas recordistas — ou continuar a explorar a Costa de Prata a partir daqui.
Entre 1 de julho e 17 de setembro, o forte-farol está aberto das 10h00 às 20h00, com última entrada às 19h30. O bilhete custa cerca de 1 euro, com entrada gratuita para crianças até aos 10 anos.
O farol fica no topo da falésia do Sítio, mesmo por cima da Praia do Norte, onde a cabeceira do Cânion da Nazaré — a menos de 1 km da costa — concentra a energia da ondulação atlântica e gera as maiores ondas surfadas do mundo. Foi deste miradouro que se assistiu aos recordes de McNamara, Koxa, Steudtner e Gabeira.
O museu, aberto desde 2014, conta a história do submarino alemão U-963, afundado em maio de 1945, apresenta um centro interpretativo sobre o Cânion da Nazaré e exibe a "Parede dos Surfistas", com pranchas usadas em ondas históricas.
O farol entrou em funcionamento a 1 de dezembro de 1903. Emite uma luz branca de ocultações com um ciclo de três segundos, a 50 metros de altura, visível a 14 milhas náuticas. Foi automatizado em 1986.