A Praia de Lopes Mendes estende-se por cerca de três quilómetros de areia branca, fina e firme, na costa leste da Ilha Grande, no município de Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro. Não existem estradas, carros ou construções permanentes junto ao areal — a circulação de veículos motorizados é proibida em toda a ilha — e o acesso faz-se exclusivamente de barco ou a pé, por trilhos na Mata Atlântica.
A rota mais utilizada combina barco e uma caminhada curta: a partir da Vila do Abraão, a principal povoação da ilha, táxis-barco levam os visitantes até à Praia do Pouso, de onde parte um trilho de cerca de 1 quilómetro pela mata — entre 15 e 30 minutos, consoante o ritmo — até à baía de Lopes Mendes. Quem prefere caminhar todo o percurso pode seguir a trilha costeira a partir de Abraão, que passa pela Praia Grande dos Palmas e pela Praia dos Mangues antes do Pouso, com um total de 6 a 7 quilómetros e cerca de 2h30 a 3 horas de marcha.
A própria Ilha Grande só é alcançável de barco, sem ponte nem aeroporto. As travessias partem de três pontos do continente: Conceição de Jacareí (cerca de 12 km, entre 15 e 50 minutos, com mais horários e a opção mais próxima da cidade do Rio de Janeiro), Angra dos Reis (cerca de 21 km, entre 1h30 e 2h, em águas mais abrigadas) e Mangaratiba (uma única travessia diária). Desde 1 de junho de 2026, o município de Angra dos Reis cobra uma Taxa de Turismo Sustentável a quem visita a ilha em passeios de um dia — cerca de 28 reais para quem embarca em Angra dos Reis e cerca de 50 reais via Mangaratiba, pagos digitalmente através do portal Viva Angra ou em quiosques instalados na vila. Moradores e trabalhadores registados estão isentos.
Em 2013, os Travellers' Choice Awards do TripAdvisor elegeram Lopes Mendes a sétima melhor praia do mundo e a segunda melhor do Brasil nesse ano, com base nas avaliações dos utilizadores da plataforma recolhidas ao longo dos doze meses anteriores. A praia está também integrada na área reconhecida pela UNESCO, em julho de 2019, como Património Mundial Misto — cultural e natural —, título partilhado com a vizinha Paraty e que abrange cerca de 150 mil hectares de Mata Atlântica distribuídos por seis municípios, incluindo o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu.
Nesta área reconhecida pela UNESCO, cerca de 85% da vegetação nativa está preservada, formando o segundo maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do país. Nela foram catalogadas cerca de 45% das aves e 34% das rãs e pererecas descritas para todo o bioma, além de registos de espécies raras como a onça-pintada e o muriqui, o maior primata das Américas — animais que, ainda assim, dificilmente se avistam nas imediações da própria praia.
O mar de Lopes Mendes é geralmente agitado, com ondulação que atrai surfistas; o aluguer de pranchas surge de forma sazonal, sobretudo em época alta e feriados. Não há água potável natural na praia nem casas de banho fixas — apenas alguns vendedores informais de bebidas e petiscos junto ao trilho de acesso, no verão e em fins de semana prolongados. Uma faixa de amendoeiras junto à linha de vegetação oferece sombra natural, mas é essencial levar água, protetor solar e comida; acampar é proibido em toda a área.
Os meses de abril a junho e de setembro a novembro trazem temperaturas mais amenas, entre 20°C e 28°C, menos chuva e menor afluência de visitantes. Dezembro a março concentra a época alta, com água mais quente para banho, mas praia mais concorrida. Chegar cedo, entre as 8h e as 9h, é a forma mais fiável de ainda encontrar o areal vazio.
Para um contraste completo, vale a pena visitar também a Praia de Ipanema, mais adiante na mesma costa do Rio de Janeiro — o extremo urbano e movimentado que só acentua o isolamento de Lopes Mendes.
De barco desde a Vila do Abraão até à Praia do Pouso, seguido de um trilho de cerca de 1 km (15 a 30 minutos) através da mata; ou a pé, pela trilha costeira a partir de Abraão (6 a 7 km, 2h30 a 3h).
Desde 1 de junho de 2026, o município de Angra dos Reis cobra uma Taxa de Turismo Sustentável a visitantes de um dia — cerca de 28 reais via Angra dos Reis ou 50 reais via Mangaratiba, paga através do portal Viva Angra.
Não há casas de banho fixas nem água potável natural; apenas vendedores informais de bebidas e petiscos aparecem sazonalmente, no verão e em fins de semana prolongados.
Abril a junho e setembro a novembro oferecem temperaturas amenas e menos gente; dezembro a março é época alta, com água mais quente mas mais visitantes.
Médias mensais reais da temperatura histórica da água.
A menos de 30 minutos de carro.