Elafonissi fica na costa sudoeste de Creta, no município de Kissamos, na unidade regional de Chania — um dos pontos mais reconhecíveis da região de Creta. O nome significa "ilha do veado" e refere-se ao pequeno ilhéu separado da costa por uma laguna muito rasa, com cerca de 30 cm de profundidade em condições normais, que se atravessa a pé sempre que o mar está calmo.
A cor que deu fama a Elafonissi resulta da mistura de areia branca com fragmentos minúsculos de conchas vermelhas e carapaças de foraminíferos — organismos marinhos microscópicos — que a rebentação deposita e concentra junto à linha de água. O tom rosado é mais intenso nas zonas onde a areia fica molhada e costuma destacar-se mais com a luz rasante do início da manhã. É o mesmo tipo de mecanismo geológico que explicamos, para outras praias com areias fora do comum, no artigo praias rosa, negras e brancas explicadas pela geologia.
A laguna separa a praia principal do ilhéu que dá nome ao local, e é esta água rasa e protegida — mais do que a profundidade do mar aberto — que torna Elafonissi popular junto de famílias com crianças pequenas. Do lado do mar aberto, a costa é mais exposta e o vento pode levantar ondulação; do lado da laguna, a água mantém-se calma na maior parte do ano.
O ilhéu e as dunas em redor integram uma área classificada Natura 2000, criada para proteger a vegetação dunar típica da zona — descrita em fontes locais como incluindo plantas de duna resistentes ao sal, por vezes referidas como "lírios do mar"; segundo a classificação do sítio, a área é também referida como habitat de tartaruga-comum (Caretta caretta). Por este motivo, é proibido remover areia ou pedras da praia, uma infração sujeita a coima.
A história de Elafonissi tem um lado bem mais sombrio do que a imagem de cartão-postal sugere. Na Páscoa de 1824, durante a Guerra da Independência Grega, várias centenas de refugiados gregos — na maioria mulheres e crianças — que se tinham abrigado no ilhéu foram mortos por forças otomano-egípcias. Décadas depois, em 1907, o vapor de passageiros Imperatrix naufragou ao largo, com a perda de 38 vidas; o farol erguido em memória do naufrágio foi mais tarde destruído pelas tropas alemãs de ocupação, durante a Segunda Guerra Mundial.
Elafonissi fica a cerca de 75 km de Chania, uma viagem de 1h30 a 2h de carro por estradas de montanha sinuosas; há também autocarros KTEL sazonais a partir de Chania e excursões de barco a partir de Paleochora. O parque de estacionamento é de terra batida e enche rapidamente a meio da manhã, na alta época — chegar antes das 9h é a forma mais fiável de evitar a multidão, que costuma ser maior entre as 11h e as 16h. No local há nadador-salvador em época balnear, chuveiros, casas de banho, espreguiçadeiras e chapéus-de-sol pagos por ordem de chegada, e alguns apoios de acessibilidade; junto ao parque de estacionamento funcionam pequenos quiosques com bebidas e snacks. A praia tem bandeira azul, mas não tem sombra natural, pelo que vale a pena levar proteção própria — é também por causa da laguna rasa e vigiada que Elafonissi costuma ser recomendada a famílias com crianças pequenas. Para completar a visita, a poucos minutos de carro fica a Torre de Kastro, um dos poucos monumentos classificados desta zona de Creta.
A cor resulta da mistura de areia branca com fragmentos minúsculos de conchas vermelhas e carapaças de foraminíferos que o mar deposita junto à linha de água; o tom é mais intenso onde a areia está molhada.
De carro, a viagem demora entre 1h30 e 2h ao longo de estradas de montanha sinuosas (cerca de 75 km). Há também autocarros KTEL sazonais a partir de Chania e excursões de barco a partir de Paleochora.
O parque de estacionamento é de terra batida junto à praia; enche rapidamente a meio da manhã na alta época, pelo que chegar antes das 9h ajuda a garantir lugar.
Não. A área é uma zona protegida (Natura 2000) e a remoção de areia é proibida, com coima aplicável.
Médias mensais reais da temperatura histórica da água.