A Praia de Jericoacoara fica no extremo norte do litoral do Ceará, no município de Jijoca de Jericoacoara, cerca de 300 km a oeste de Fortaleza. O nome vem do tupi e significa aproximadamente "covil de tartarugas", numa referência às tartarugas marinhas que ainda hoje desovam nesta costa. A vila, antigo povoado de pescadores, não tem ruas asfaltadas no seu centro — os caminhos são de areia batida, percorridos a pé, de buggy ou em veículos 4x4, o que dá a Jeri o seu carácter informal e sem trânsito de automóveis convencionais.
O acesso mais comum a partir de Fortaleza é a rota costeira via Preá, com cerca de 30 km, dos quais aproximadamente 18 km são de asfalto e os restantes 12 km percorridos sobre a areia da praia ou em trilhos de duna, normalmente em veículo todo-o-terreno. Desde 2017 existe também o Aeroporto de Jericoacoara (QJC), que encurta significativamente o tempo de viagem para quem chega de avião a partir de Fortaleza ou de outras cidades brasileiras.
Grande parte da paisagem de dunas, lagoas e restinga em torno da vila está protegida pelo Parque Nacional de Jericoacoara, criado por decreto federal a 4 de fevereiro de 2002 e posteriormente consolidado pela Lei nº 11.486/2007. A unidade de conservação, com cerca de 8.863 hectares segundo dados oficiais do ICMBio, abrange o litoral entre Jericoacoara e a foz do rio Guriú e protege espécies ameaçadas como as tartarugas-cabeçuda, de-pente e oliva, além da onça-parda.
O ponto mais visitado dentro da vila é a Duna do Pôr do Sol, uma grande duna junto ao centrinho de onde se avista o sol a desaparecer sobre o mar — um hábito diário que reúne residentes e visitantes ao final da tarde. A cerca de 2,5 km a pé do centro, dentro dos limites do parque, ergue-se a Pedra Furada, um arco de rocha esculpido pela ação combinada do vento e das ondas ao longo de milénios, hoje o símbolo mais fotografado de Jericoacoara. A leste da vila, passeios de buggy levam a outras lagoas de água doce e salobra, como a Lagoa do Paraíso e a Lagoa Azul, frequentemente incluídas no chamado "passeio do lado leste".
A combinação de dunas abertas, água morna e vento constante fez de Jericoacoara um dos destinos de kitesurf e windsurf mais conhecidos do Brasil. O período de vento mais forte e regular estende-se, de um modo geral, entre julho e janeiro, com picos frequentemente registados em novembro; é também nesta janela que a vila recebe competições e mais escolas de kite abrem as suas operações sazonais. Fora deste período, o vento tende a ser mais fraco e irregular, pelo que quem procura especificamente a prática destes desportos deve planear a viagem em função da estação.
Para quem procura outras paisagens da região, vale a pena considerar também a Praia do Sancho, em Fernando de Noronha — a mais de 900 km de distância e noutro estado do Nordeste brasileiro, mas parte do mesmo grande arco costeiro protegido documentado pela CoveTrip na região do Nordeste do Brasil.
A rota costeira via Preá tem cerca de 30 km, dos quais cerca de 18 km são asfaltados e os últimos 12 km percorrem-se sobre areia, normalmente em veículo 4x4. Desde 2017 o Aeroporto de Jericoacoara (QJC) oferece uma alternativa mais rápida por via aérea.
O vento mais forte e constante sopra tipicamente entre julho e janeiro, com picos frequentemente registados em novembro. Fora deste período o vento costuma ser mais fraco e irregular.
É um arco de rocha esculpido naturalmente pela ação do vento e das ondas, situado dentro do Parque Nacional de Jericoacoara, a cerca de 2,5 km a pé do centro da vila. É considerado o símbolo mais reconhecível de Jericoacoara.
No centro da vila não. As ruas são de areia batida, percorridas a pé, de buggy ou em veículos todo-o-terreno — não circulam automóveis convencionais dentro do núcleo histórico.
Médias mensais reais da temperatura histórica da água.